Porque a informação marca a diferença

Customer Relationship Management (CRM) ou Gestão de Relação com o Cliente, em Portugal, foi criado para definir toda uma classe de ferramentas que automatizam as funções de contacto com o cliente, sendo que essas ferramentas compreendem não só sistemas informatizados (componente funcional), mas fundamentalmente uma mudança de atitude corporativa (componente filosófica, que engloba estratégia, visão, cultura de empresa e compromisso que permitam assegurar uma gestão eficaz da relação com os clientes). Ambas as componentes são indispensáveis e devem ser implementadas de forma equilibrada e harmoniosa.
O CRM é, portanto, muito mais do que uma tecnologia de aproximação ao Cliente; é uma Filosofia de Trabalho e, como tal, só algumas (muito poucas...) empresas têm a capacidade, hoje, para tirar partido da instalação de aplicações que fidelizem e permitam fazer crescer a sua quota nos seus melhores Clientes.
Tudo começou, com a necessidade das empresas manterem e tratarem o melhor possível o seu bem mais precioso, o cliente. Tornou-se necessário fazer mais do que publicidade genérica para todos os clientes, ou seja, a abordagem alargada mostrou-se insuficiente, uma vez que clientes diferentes eram tratados como se fossem iguais. Por outro lado o conceito de gestão de conta é apenas um princípio, sem hipótese de atingir objectivos razoáveis, uma vez que se baseava na intuição do comercial, e não em factos palpáveis baseados no relacionamento passado.
Tornou-se então necessário fazer um trabalho de verdadeiro comercial de 1 para 1, isto é, personalizar a interacção, de forma a adaptarem-se os objectivos e as palavras às necessidades e ao negócio do cliente. Saber que um administrador gosta, por exemplo, de uma abordagem objectiva e curta, e outro prefere conhecer por completo o que vai comprar. Ou que um deve ser abordado no inicio do dia e não no fim do dia.
As diferenças competitivas entre duas empresas que tratam de forma diferente os seus clientes, uma em que este é tratado de forma indiferente, e outra em que este está perante um atendimento personalizado, são imensas.
Com o CRM, há ganhos de objectividade, tempo, e satisfação e tornando-se empresas dirigidas ao cliente, estas mantêm e crescem de um modo sustentado a sua carteira de clientes e de participações.
Os benefícios de fornecer ao cliente experiências excepcionais e pessoais, são claros. Os clientes satisfeitos:
Ou seja, como sabem com o que contam, compram com a confiança de que, quem os serve, pensa nos seus interesses.
O CRM abrange, na generalidade, três grandes áreas:
Os processos e sistemas de gestão de relacionamento com o cliente permitem que se tenha controlo e conhecimento das informações sobre os clientes de maneira integrada, principalmente através do acompanhamento e registo de todas as interacções com o cliente, que podem ser consultadas e comunicadas a diversas partes da empresa que necessitem desta informação para guiar as tomadas de decisões.
Uma das actividades da Gestão do Relacionamento com o cliente implica registar os contactos por si realizados, de forma centralizada. Os registos não dependem do canal de comunicação que o cliente utilizou (voz, fax, e-mail, chat, SMS, MMS) e servem para que se tenham informações úteis e catalogáveis sobre os clientes. Qualquer informação relevante para as tomadas de decisões pode ser registada, analisada periodicamente, de forma a produzir relatórios de gestão.
Dada à abrangência do CRM, os estudiosos do assunto têm-no classificados em:
CRM Operacional: É a aplicação da tecnologia de informação para melhorar a eficiência do relacionamento entre clientes e a empresa.
O CRM operacional prevê a integração de todos os produtos de tecnologia para proporcionar o melhor atendimento ao cliente.
Envolve o back office como a gestão de pedidos, produção, gerência de cadeia de fornecimento, o front office pela automação de vendas, de marketing e de atendimento e ainda o sistema móvel de vendas e o atendimento em campo.
CRM Colaborativo: É a aplicação da tecnologia de informação que permite a automação e a integração entre todos os pontos de contacto do cliente com a empresa. Esses pontos de contacto devem estar preparados para interagir com o cliente e disseminar as informações levantadas pelos sistemas do CRM Operacional. Podem ser considerados como exemplos dentro dessa categoria, recursos disponibilizados através de portais (na Internet) e também de call centers.
CRM Analítico: Componente do CRM que permite identificar e acompanhar diferentes tipos de clientes (entre maior valor, maior potencial e mesmo os não rentáveis) dentro da carteira de clientes de uma empresa e de posse destas informações, determinar qual estratégia seguir para atender as diferentes necessidades dos clientes identificados. As ferramentas de Business Intelligence são recursos fundamentais para as pessoas envolvidas nesse processo.

A adopção de um sistema de CRM deve ser muito bem programada e criteriosamente implementada em 3 fases:
1ª Fase:
2ª Fase:
3ª Fase:
Enumeramos aqui algumas situações que apesar de parecerem muito evidentes têm sido francamente descuradas aquando da implementação de soluções CRM:
Para obter sucesso na implantação de um sistema informatizado de CRM, devemos observar, de forma generalizada, alguns cuidados como:
Como qualquer outra aplicação, o CRM também comporta alguns ricos, dos quais são de destacar:
Utilizando o Microsoft Visio, a empresa pode criar os seus processo de negócio internos, e os processos de resposta ao cliente. Não apenas melhora a sua forma de trabalhar interna, mas essencialmente cria um conjunto de respostas, que se baseiam no comportamento individual do seu cliente, ao mesmo tempo que melhora o seu contentamento. Por outro lado, e registando tudo o que o cliente faz, começa a criar a sua personalidade e a caracterizar os seus gostos, para que consequentemente o possa abordar de forma correcta.
Assim, este é um dos vários programas que permite pôr em prática a filosofia do CRM.
