Porque a informação marca a diferença

A sociedade da Informação é um termo que surge no fim do Século XX, dos trabalhos de Alain Touraine e Daniel Bell, sobre as influências dos avanços tecnológicos nas relações de poder, indentificando a informação como ponto central da sociedade contemporânea.
Este tipo de sociedade encontra-se em processo de formação e expansão, e as tecnologias da informação e comunicação, como o telefone, o computador, a rádio e a internet, são instrumentos fundamentais nesse processo.
Este novo modelo de organização das sociedades assenta num modo de desenvolvimento social e económico onde a informação, como meio de criação de conhecimento, desempenha um papel fundamental na produção de riqueza e na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.
Condição para a Sociedade da Informação avançar é a possibilidade de todos poderem aceder às Tecnologias de Informação e Comunicação, presentes no nosso quotidiano, que constituem instrumentos indispensáveis às comunicações pessoais, de trabalho e de lazer.
Segundo Gianni Vattimo, a Sociedade da Informação é pós moderna ou transparente, plural, incentiva a participação, reconhece e dignifica as diversidade e dá voz às minorias. Defende, ainda, que os valores passariam a ser construídos a partir desta perspectiva participativa, múltipla, ou até mesmo caótica.
Para Javier Echeverria, a Sociedade da Informação está inserida num processo pelo qual a noção de espaço e tempo tradicional estão em transformação pelo surgimento de um “espaço virtual”, transterritorial, transtemporal, que formará uma telecidade numa telesociedade que se sobreporá mesmo aos Estados Clássicos. Criam-se, assim, novas formas de inter-relações humanas e sociais, ainda que por vezes ocorram conflitos neste processo de transformação.
Para Gonzalo Abril, a informação é um discurso institucionalizado, absorvendo todos os modos de conhecimento e comunicação já desenvolvidos pelo homem, alcançando um actual estágio de “regime da informação”, numa “sociedade informativa”.
Para Noam Chomsky, a sociedade da informação é também fruto da globalização económica, a fim de promover maior circulação de capital e informação nas mãos de grandes grupos empresariais, que são os arquitectos da sociedade global. Neste sentido, a sociedade da informação serve a uma nova classe que deseja defender as suas posições de poder sobre os mercados, defendendo a ideia de liberdade de comercializar, e “ignorando sistematicamente o problema das profundas desigualdades em matéria de comunicação entre os países pobres e ricos”.
Já para Yoneji Masuda, Sociedade da Informação é uma sociedade em que o peso do sistema económico produtivo é cada vez mais centrado no factor informação, assim como os sistemas sociais anteriores foram caracterizados como sociedade caçadora, sociedade agrícola e sociedade industrial.
A Sociedade da informação pode ser vista numa outra perspectiva, em que compreende:
- AUTO-ESTRADAS: isto é, redes de banda larga, onde circula rapidamente a informação
- TRANSPORTADORES: isto é, serviços que facilitam o acesso à informação (bases de dados), a sua transmissão (correio electrónico) e o seu intercâmbio (vídeo inter-activo)
- MERCADORIAS: ou seja, novas aplicações instaladas nos sistemas
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